Detectar a presença de um distúrbio requer uma análise profunda da criança, seja por meio de escuta clínica, testes padronizados ou de exames, e uma das principais ferramentas que contribuem fortemente para esse processo de investigação é a Avaliação Neuropsicológica.

Este instrumento é utilizado para estudar as funções cognitivas, motoras, sensoriais, emocionais, comportamentais e sociais da criança.

O objetivo é verificar se existe algum prejuízo na parte neurológica, sua extensão, as funções que foram prejudicadas e quais funções cognitivas continuam preservadas. As queixas escolares mais frequentes são:

☆Problemas de Aprendizagem;
☆Queixas de desatenção e agitação;
☆Dificuldade para memorizar conteúdos acadêmicos;
☆Dificuldade na compreensão de instruções de ordens mais complexas;
☆Dificuldade na leitura e escrita;

☆Dificuldade em cálculos matemáticos;
☆Transtornos de Linguagem;

Estas queixas acabam despertando questões emocionais e comportamentais nas crianças, que passam a apresentar mudanças no comportamento em ambiente escolar, familiar e social.

Dessa forma, a Avaliação Neuropsicológica Infantil caracteriza o modo como ocorre o funcionamento neuropsicológico de cada criança e de que forma este funcionamento interfere nas funções cerebrais e, consequentemente, sua influência na aprendizagem e no comportamento.

A avaliação permite realizar diagnósticos diferenciais e precoces, proporcionando intervenções terapêuticas que podem contribuir e restabelecer as funções cognitivas, visto que o cérebro da criança encontra-se em desenvolvimento e é plenamente favorecido pela Neuroplasticidade ou Plasticidade Neuronal, que refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar e adaptar-se funcionalmente e estruturalmente.